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50 nichos de mercado para e-commerce

Nicho para ecommerce

Rio – O comércio on-line no Brasil ainda oferece grandes oportunidades de negócios em um mercado formado, hoje, por mais de 51 milhões de consumidores. Segundo estudo que o Sebrae Nacional acaba de concluir, existem mais de 50 nichos ainda pouco explorados na rede para micro e pequenas empresas investirem no e-commerce. A partir da pesquisa, o Sebrae elaborou uma cartilha para orientar os empreendedores na identificação de novas oportunidades e ajudá-los a definir estratégias para entrar no segmento mais apropriado. O material será lançado na Feira do Empreendedor, que acontece de quinta a domingo, no Riocentro. (confira aqui a íntegra da cartilha)

De acordo com o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Baretto, o estudo surgiu da necessidade de estruturar um passo a passo para o desenvolvimento de negócios de nichos on-line:

— O Sebrae entende que o mercado de nichos é o mais adequado para pequenos negócios, uma vez que o mercado de massa é um ambiente de maior concorrência com grandes varejos.

O documento apresenta as características do mercado de nicho, as diferentes alternativas nichomercado-1de inserção de novos empreendimentos e o tipo de concorrência que o empresário vai encontrar. A cartilha revela, ainda, as melhores práticas para conquistar uma fatia deste mercado:

— O Sebrae quer contribuir com o empreendedor que está na iminência de investir em um negócio on-line, oferecendo orientações em relação aos pontos críticos que ele vai encontrar na sua atividade. Para quem já está explorando negócios no varejo on-line, o documento apresenta novas oportunidades e possibilidades para obter um melhor desempenho na internet.

 

Analista de soluções e inovações do Sebrae/RJ, Raquel Abranches lembra que, antigamente, quando se planejava uma loja virtual para pequenas empresas, a realidade eram plataformas de e-commerce improvisadas e soluções em e-marketing primitivas. Hoje, é possível montar um e-commerce no Brasil com baixo investimento e contar com recursos que há pouco tempo estavam disponíveis apenas para grandes empresas.

Segundo o presidente do Sebrae Nacional, compreender e atender às necessidades específicas dos clientes é fundamental para o sucesso em um novo nicho de mercado. E acrescenta: a estratégia de mapear as oportunidades de negócios usando palavras-chave apontadas a partir de informações do Google indicou bons nichos ainda não explorados. A lista apresentada, no entanto, não é definitiva.

— Existem muito mais oportunidades, mas o caminho para essas descobertas já foi indicado. O mundo digital representa um imenso mercado e os pequenos negócios não podem se permitir ficar fora desse universo — pondera Barretto.

Identificando os nichos

Para chegar à lista de 50 oportunidades de negócios eletrônicos, o Sebrae identificou, a partir da análise de mais de 50 mil palavras, aquelas mais procuradas em portais de busca, mas com baixo nível de concorrência no e-commerce. A maior parte dessas palavras estava relacionada a produtos do varejo mais consumidos pela população e que constam da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, onde é possível obter informações anuais sobre características demográficas, culturais e socioeconômicas dos brasileiros. Também foram levadas em consideração as palavras-chave relacionadas às “Ideias e Negócios”, em que o Sebrae oferece informações essenciais sobre opções de empreendimentos para micro e pequenas empresas. O estudo sobre nichos on-line foi elaborado utilizando ainda verbetes relacionados aos negócios e serviços mais procurados no portal do Sebrae.

Dentre os nichos apontados na pesquisa, na área da saúde e bem estar, por exemplo, o pequeno empreendedor pode apostar na venda de produtos diet; medicamentos para homeopatia; aulas, livros e vídeos sobre relaxamento e até serviços como exames para medir o colesterol. Já no segmento de festas, o Sebrae identificou oportunidades de negócios para aluguel e venda de fantasias, bolo de noivas, enfeites e outros itens que não são, normalmente, ofertados por grandes empresas.

Produtos no estilo retrô também têm baixa presença no e-commerce. Por isso, a venda de móveis, roupas, acessórios e artigos que remetam às décadas passadas (anos 60, 70 e 80) são nichos potenciais. Outra oportunidade de negócio é o comércio de produtos voltados para salões de beleza e profissionais do ramo. Mesmo que o mercado para manicure e cabeleireiro tenha se tornado popular no varejo de rua, ainda há um grande espaço aberto na internet.

Mercado em expansão

O setor de e-commerce fechou 2013 com faturamento de R$ 28,8 bilhões, o que representa um crescimento de 28% em relação a 2012, segundo dados da Consultoria Ebit. Em 2014, esse setor faturou R$ 16 bilhões somente no primeiro semestre e deve fechar o ano com alta de 26% com relação ao ano anterior. O crescimento previsto para o segmento, no período entre 2012/2017, deve ser de 16,4%, de acordo com o relatório de tendências de mercado da consultoria MarketLine.

Na América Latina, o e-commerce passou de um mercado de US$ 1,6 bilhão para US$ 43 bilhões na última década, com o Brasil respondendo por 59% dele, segundo dados do estudo da American Economy Intelligence.

Apesar de cerca de 60% da população do país ter acesso à internet, o que, em número absoluto, já é mais do que toda a população de países como Inglaterra e França, apenas cerca de 10% da população brasileira possui assinatura mensal de internet a cabo.
Fonte: O Globo.com

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